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Formas de vida alienígena podem estar vivendo em substâncias oleosas



Habitats extremamente pequenos encontrados dentro de petróleo podem expandir o potencial para vida no Universo, dizem os pesquisadores.

Cientistas descobriram micróbios vivendo em gotículas d’água dentro de lagos gigantes de asfalto na Terra, o que sugere que a vida alienígena poderia existir dentro de lagos de lodo em paisagens distantes, tais como Titã, a maior lua de Saturno.
Os pesquisadores investigaram o maior lago asfáltico natural da Terra, chamado de Lago Pitch, na ilha caribenha de Trinidade. Lá, uma gosma negra escorre por uma área de aproximadamente 90 campos de futebol.
Estudos anteriores descobriram que os micróbios prosperam na beiradas, onde o óleo e a água se encontram na natureza, ajudando a degradar o óleo. Porém, os investigadores pensavam que o óleo era muito tóxico para a vida, e que os níveis de qualquer água dentro do óleo estariam abaixo do necessário para vida na Terra.
“O óleo era considerado morto“, disse o autor principal do estudo, Rainer Meckenstock, um microbiólogo ambiental no Helmholtz Zentrum München, na Alemanha.
Agora, os cientistas descobriram micróbios ativos dentro do Lago Pitch, vivendo dentro de gotículas d’água de até 1 microlitro, que é aproximadamente um quinto do tamanho de uma gota d’água média.
“Cada uma destas gotículas d’água basicamente contém um pequeno mini-ecosistema“, disse o co-autor do estudo, Dirk Schulze-Makuch, um astrobiólogo da Universidade Estadual de Washington, em Pullman, EUA
Estas gotículas contém um grupo diverso de espécies microbianas que estão decompondo o óleo em uma variedade de moléculas orgânicas. A química das gotículas sugerem que esta água não vem da chuva, mas sim de ‘água marinha antiga’, ou salmoura das profundidades do solo.
“Provavelmente os micróbios estavam enclausurados em gotículas nas profundidades do solo e ascenderam com o óleo“, disse Mackenstock para o Live Science.
Estas descobertas sugerem que os micróbios poderiam ter um maior papel na decomposição do óleo do que previamente se pensava, disse Schulze-Makuch.
“Mesmo em altas concentrações de óleo, por exemplo, um derramamento de óleo ou em água contaminada, você pode esperar uma comunidade vibrante de micróbios que estão comendo o óleo“, disse Mackenstock.
Porém, apesar dos micróbios poderem decompor o óleo mais do que anteriormente se acreditava, isto não significa que os depósitos de óleo irão desaparecer repentinamente, disse Meckenstock. Estes processos ainda são “extremamente lentos e demora por quadros de tempos geológicos, digamos milhões de anos“, declarou Meckenstock. “Temos pouquíssimas gotículas e grandes quantidades de óleo.”
A descoberta destes novos habitats microscópicos para a vida também podem ter implicações para Titã, que possui lagos de hidrocarbonetos em sua superfície. As misturas de água com amônia podem subir até a superfície de Titã, bem como se presume que ocorra com a água encontrada na forma de gotículas no Lago Pitch.
Os pesquisadores planejam investigar “como a vida funciona nas gotículas e como a ecologia destes mini-ecosistemas fuciona“, declarou Meckenstock.
A compreensão de como a vida pode sobreviver em gotículas d’água presas dentro do óleo “nos daria uma ideia melhor de como os organismos em Titã, se eles existirem, poderiam se adaptar para viverem dentro daqueles hidrocarbonetos“, disse Shulze-Makuch.
Os cientistas detalharam suas descobertas na edição de 8 de agosto da publicação Science.

FONTE: www.livescience.