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A jornada para ressuscitar um animal extinto sem usar clonagem




Antes de existir a vaca, havia o auroque, um animal musculoso que percorria a Eurásia aos milhões. Ele foi caçado desde a pré-história, enquanto linhagens mais dóceis foram arrebanhadas e deram origem aos bois e vacas que conhecemos hoje. O último auroque, no entanto, morreu no século XVII.

Agora, um grupo de cientistas quer trazer de volta o auroque, através da reprodução seletiva de vacas modernas – é o sentido inverso da domesticação.

Ultimamente, vem ganhando força um movimento “desextinção”, para trazer de volta algumas criaturas que deixaram de existir há séculos. O Revive & Restore Project, por exemplo, sugere ressuscitar o mamute e o tigre-dentes-de-sabre. Esta ideia depende da clonagem de animais, uma técnica que raramente funciona, mas que dá esperança a pensadores radicais.

Enquanto isso, o Programa Tauros – que começou em 2008 – quer trazer o auroque de volta sem clonagem: em vez disso, eles usam a tradicional reprodução seletiva, guiada por uma análise moderna de DNA.

A revista Modern Farmer explica os detalhes sobre o projeto. Ele começou examinando o DNA sequenciado do auroque, a partir de ossos encontrados na Grã-Bretanha. Os cientistas, em seguida, procuraram raças primitivas de gado com segmentos ainda intactos do DNA do auroque.

Hoje, eles têm rebanhos de segunda e terceira geração espalhados por toda a Europa; após mais algumas gerações de reprodução seletiva, os pesquisadores acreditam que surgirá um auroque, ou uma criatura bem semelhante a ele.

O argumento mais contundente contra a desextinção de criaturas como o mamute é ecológico: onde é que um animal adaptado à idade do gelo viveria hoje? Mas no caso do auroque, este é o argumento para a sua ressurreição. Trazer o auroque de volta faz parte de renaturalização, o processo de restaurar habitats que existiram antes de nossas fazendas e nossas cidades. E para restaurar os habitats do passado, você precisa dos animais que viviam neles.

FONTE: GIZMODO