OVNIS ONTEM , NA BUSCA DA VERDADE

Michael Shermer, fundador da ‘Sociedade dos Céticos’ tem seu ceticismo abalado após presenciar evento paranormal

Michael Shermer: talvez o maior cético de todos… até alguns meses atrás.
Michael Shermer é um homem respeitado em sua comunidade.  Ele é o fundador e editor chefe da revista Skeptic (Cético), colunista mensal da Scientific American, contribuidor regular da Time.com, e Companheiro Presidencial da Universidade Chapman.  Por natureza, ele é muito cético e científico a respeito de tudo, sendo que nunca havia presenciado quaisquer experiências paranormais.  Isto é, até poucos meses atrás, quando declarou:
Eu recém testemunhei um evento tão misterioso que abalou meu ceticismo.
 Mas o que teria abalado o alicerce de ceticismo tão profundamente estabelecido de Michael Shermer?  Leia abaixo, nas próprias palavras de Shermer, o que ocorreu:
“Muitas vezes me perguntam se eu já encontrei algo que não pode se explicado.  O que os meus interlocutores têm em mente não são os perplexos enigmas, tais como a consciência ou a política estrangeira dos EUA, mas sim eventos anômalos e místicos que sugerem a existência do paranormal ou sobrenatural.  Minha resposta é: sim, agora já encontrei.
O evento ocorreu em 25 de junho de 2014.  Naquele dia eu casei com Jennifer Graf, deKöln, Alemanha.  Ela foi criada por sua mãe; seu avô, Walter, foi a pessoa mais próxima de um pai que ela teve enquanto crescia, mas ele morreu quando ela tinha 16 anos.  Ao enviar seus pertencer para a minha casa antes do casamento, a maioria das caixas ficaram danificadas e várias relíquias de família foram perdidas, inclusive os binóculos de seu avô.  O seu rádio transistor Philips 070, de 1978, chegou inteiro, assim eu decidi trazê-lo de volta para a ‘vida’ após décadas de silêncio. Coloquei novas pilhas e o abri para ver se havia alguma conexão quebrada para ser soldada.  Eu até mesmo tentei a “manutenção por percurssão”, que dizem funcionar em tais aparelhos – batendo o aparelho de forma aguçada contra uma superfície rígida. Desistimos e o colocamos de volta na gaveta da escrivaninha em nosso quarto.
Três meses mais tarde, após assinarmos nossa licença de casamento na corte judicial de Beverly Hills, retornamos para casa, e na presença da minha família dissemos nosso votos e colocamos as alianças.  Estando a 9.000 quilômetros de distância da família, amigos e de casa, Jennifer estava se sentindo um pouco solitária.  Ela desejava que seu avô estivesse lá no casamento.  Ela cochichou que queria dizer algo para mim a sós, assim nos desculpamos e fomos para a parte de trás da casa onde podíamos escutar música tocando no quarto.  Não temos um sistema de som lá, assim procuramos nos laptops e iPhones, e até mesmo abrimos a porta de trás para ver se era o vizinho tocando música.  Seguimos o som até a impressora na escrivaninha, imaginando – absurdamente – se esta impressora multifuncional com scanner e máquina de fax também incluía um rádio.  Não.
Naquele momento, Jennifer olhou para mim de uma forma que eu não tinha visto desde que o filme O Exorcista assustou as audiências.  “Isso não pode ser o que eu acho que é, pode ser?”, disse ela.  Ela abriu a gaveta da escrivaninha e tirou o rádio transistor de seu avô, o qual tocava uma música romântica.  Ela sentou estupefata em silêncio par alguns minutos. “Meu avô está aqui conosco”, disse Jennifer com lágrimas e seus olhos. “Eu não estou só.”
Logo após, retornamos para nossos convidados com o rádio tocando e eu contando sobre o que havia ocorrido.  Minha filha, Devin, que saiu de seu quarto logo antes da cerimônia ter começado, disse “Eu escutei a música vinda do seu quarto, logo antes de vocês começarem“.  A coisa estranha é que estávamos lá nos aprontando somente minutos antes, ainda sem música.
Mais tarde naquela noite, caímos no sono escutando música clássica que vinha do rádio de Walter.  Apropriadamente, ele parou de funcionar no próximo dia e desde então tem estado em silêncio.
O que isto significa?  Se tivesse ocorrido com alguma outra pessoa, eu poderia sugerir que foi uma anomalia elétrica aleatória e que a lei dos grandes números explica isto – com bilhões de pessoas tendo bilhões de experiências todos os dias, há a probabilidade de ter um punhado de evento extremamente improváveis que se salientam em seu momento e significado.  De qualquer forma, tais histórias não constituem evidência científica de que os mortos sobrevivem, ou de que eles podem se comunicar conosco através de equipamento eletrônico.
Jennifer é uma cética, assim como eu, no que diz respeito ao fenômeno paranormal e sobrenatural.  Todavia, a conjunção misteriosa deste evento deu a ela o sentimento distinto de que seu avô estava lá e que a música era seu presente de aprovação.  Eu tenho que admitir, isto me estremeceu e abalou meu ceticismo também.  Eu apreciei a experiência mais do que a explicação.
As interpretações emocionais de tais eventos anômalos os dá um significado, irrelevantemente de sua descrição causal.  E se formos levar seriamente o credo científico para mantermos uma mente aberta e permanecermos agnósticos quando a evidência for inconclusiva, ou a charada não resolvida, não deveríamos fechar as portas para a percepção quando elas podem ser abertas para nós, a fim de que nos maravilhemos com o misterioso.”
-Michael Shemer
Embora a história acima não trate do fenômeno dos OVNIs, esta lição deve ser considerada por todos aqueles que duvidam de qualquer relato de anomalias, pois, como descrito por ele próprio, até o ‘rei dos céticos’ pode ter seu ceticismo abalado ao se deparar com algo inexplicável pela ciência.
Mesmo não sendo tolos em acreditar cegamente tudo que nos é contado, devemos sempre lembrar que a forma apropriada para nossas mentes funcionarem é a de que trabalhem como um paraquedas: abertas.  Se estiverem fechadas, embora possamos terminar o percurso muito mais rapidamente, não teremos o tempo suficiente para apreciar tudo que está à nossa volta.  Sem contar que uma mente fechada, assim como um paraquedas, está fadada a terminar seu percurso com um grande baque, seguido de instantânea escuridão.