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Estudo indica que vida alienígena pode florescer em Marte, apesar das baixas temperaturas gotículas de água no braço robótico da sonda Phoenix da NASA.

Cientistas acreditam que as condições hoje podem ser apropriadas para vida alienígena florescer em Marte
Nilton Renno, um professor de ciências espaciais, atmosféricas e oceânicas, é um dos cientistas que participaram de um novo estudo da Universidade de Michigan, o qual alega que “água, próxima e sobre a superfície de Marte, derrete rapidamente o suficiente quando combinada com sal, para permitir que a vida microbiana floresça, apesar das temperaturas gélidas daquele planeta”.
Renno trabalhou com a NASA em vários projetos durante sua carreira.  E este recente estudo foi patrocinado pelo Programa de Exobiologia da NASA.  Renno notou a presença e gotículas do que parecia ser água no braço robótico da sonda Phoenix, quando ela chegou em Marte no ano de 2008.  E, após a descoberta de gelo macio no primeiro buraco cavado pela Phoenix, Renno especulou que o gelo macio era água salina congelada, ou salmoura.
Assim, para testar sua teoria, Renno e sua equipe de pesquisas construíram uma câmara cilíndrica, de sessenta centímetros de altura e 1,50 metros de comprimento, para replicar as condições atmosféricas da região polar marciana, onde a Phoenix pousou.
A equipe de pesquisa colocou uma partícula de sal similar à detectada em Marte, chamada de perclorato, sobre uma camada de gelo dentro desta câmara.  Água surgiu a partir desta interação.  Renno explica: “Baseados nos resultados de nosso experimento ao vivo, esperamos que o gelo seco se torne líquido durante alguns dias por ano, talvez algumas poucas horas ao dia, quase em todos os lugares de Marte“.  Ele ainda explica: “Uma pequena quantidade de água líquida, para uma bactéria, é uma grande piscina.  Assim, uma pequena quantidade de água é suficiente para você criar as condições necessárias para Marte ser habitável hoje”.
As descobertas feitas pela sonda Phoenix em 2008, e as recentes descobertas pelo jipe-sonda Curiosity, indicam que o perclorato poderia estar espalhado por todo aquele planeta.

A pesquisa da equipe foi aceita para publicação no Geophysical Research Letters.