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O General Uchôa e os Discos Voadores

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General Alfredo Moaycir de Mendonça Uchôa

Alfredo Moaycir de Mendonça Uchôa, filho de Idalina e Alfredo, nasceu no engenho Bititinga, no município de Murici, estado de Alagoas, em 21 de abril de 1906, e desencarnou no Distrito Federal, em 5 de março de 1996, no Hospital das Forças Armadas, em Brasília. Em 1933, casou-se com Ena, a sua querida “Enita”, que lhe deu quatro filhos: Luiz Carlos Krish de Miranda Uchôa, Anna Maria Christina, Paulo Roberto Yog e Ângela Maria Cristina. Foi engenheiro civil e cursou a Escola Superior de Guerra. Foi professor da Escola Militar de Realengo, da Academia Militar das Agulhas Negras e um dos fundadores da União Pioneira de Integração Social - UPIS, centro de ensino superior do qual foi diretor presidente e reitor de duas faculdades, além de conceituado parapsicólogo, médium de faculdade curadora e ufólogo de critério holístico. Em 1963, reformou-se no posto de “general de divisão” do Exército brasileiro.

Desde cedo se dedicou ao estudo do espiritismo científico e lera os melhores livros, mas não se restringiu à teoria, pois foi à prática. Em sua própria residência, pesquisou as impressionantes materializações do padre Zabeu. Fundou a Associação Universalista Morya, para difundir a Teosofia, conseguindo realizar inúmeras emancipações da alma para outras estratificações da realidade. Dedicou-se a curas supranormais, obtendo resultados positivos desde os 17 anos. Com tais vivências, pôde escrever o livroAlém da Parapsicologia  – 5ª e 6ª dimensões da realidade [Horizonte, 1968], no qual relata as suas experiências com materialização.

De início, Uchôa não pensava investigar os chamados “Discos Voadores”, pois considerava que os fenômenos espirituais eram suficientemente complexos para absorvê-lo a vida inteira. Mas quando, por curiosidade, começou a frequentar um grupo ufológico e teve seu primeiro avistamento, convenceu-se de que a vida se espraia pelo universo inteiro. Nos anos seguintes, utilizando métodos científicos, foi a campo investigar detidamente o Fenômeno UFO.

Ao longo de seus estudos, procurou conhecer o trabalho do capitão Edward J. Ruppelt, autor do importante livro, Relatório sobre objetos voadores não identificados [Difusão Europeia, 1959], militar chefe do Projeto Blue Book, implantado pela Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) para estudar os UFOs naquele país. Conheceu importantes investigadores militares da Ufologia Mundial. Leu o major Donald E. Keyhoe, autor de A verdade sobre os discos voadores [Global, 1973], militar graduado como aviador pela Academia Naval de Annapolis e fundador do NICAP, entidade particular que congregou brilhantes cientistas na investigação ufológica. Juntando suas experiências pessoais às melhores leituras, assim como contatos com ufologistas de todo o mundo, o general Uchôa conseguiu elevar-se no cenário ufológico nacional e internacional. Superou os melhores, pois vivenciou intensamente a casuística brasileira e acompanhou a dos principais países do globo, inclusive dos da chamada Cortina de Ferro, cuja questão pôde debater pessoalmente com J. Allen Hynek, o investigador de UFOs mais importante da USAF. Estudou a casuística sob diferentes ângulos, inclusive o parapsicológico, podendo ser considerado o fundador da chamada Ufologia Integral, no Brasil.

Fundou e foi presidente do Centro Nacional de Estudos Ufológicos – CENEU, e durante cinco anos, entre 1968-72, coordenou os trabalhos do Caso Alexânia, na fazenda Vale do Rio do Ouro, em Alexânia, estado de Goiás, evento dos mais impressionantes da Ufologia Brasileira. Dessa experiência escreveu o livro, A parapsicologia e os discos voadores – O caso Alexânia [Expansão Cultural, 1973], no qual mostra, com método científico, os fenômenos ufológicos ali observados.

Em março de 1979, presidiu o 1º Congresso Brasileiro de Ufologia realizado em São Paulo. Escreveu depois o livro Mergulho no hiperespaço [Horizonte, 1981], no qual complementa sua obra anterior com experiências imponderáveis, pois estava convicto de que certas facetas do Fenômeno UFO excedem os limites do ceticismo cartesiano. Nessa obra, algumas de suas conclusões foram contestadas por ufólogos da chamada ala “científica”, em razão de terem sido obtidas por “emancipação da alma”, sem que parapsicólogos não dotados de faculdades extra-sensoriais pudessem vivenciá-las.

Alguns céticos da Ufologia lhe fizeram oposição, inclusive colegas de Arma, creditando seus contatos paranormais à sua imaginação, como, por exemplo, o coronel Erasmo Dias, que num debate na tevê declarou: “Não li o seu livro nem acredito em nada disso que o senhor fala”. Ocorre que o general Uchôa falava do Caso Alexânia, relatado em A parapsicologia, obra não suportada em crenças, mas em fatos positivamente constatados. Uchôa ofereceu inúmeras fotografias autênticas, tiradas por fotógrafo profissional, empregado do governo, e apresentou várias testemunhas de valor, entre as quais militares e funcionários civis de escalões variados do governo, gente que tinha presenciado pessoalmente os fenômenos em Alexânia. Estes, não tiveram dúvida: saíram em defesa do general e testemunharam por si mesmos. Assim, os relatos de Uchôa e seus livros detalhando os fatos, passaram relativamente incólumes pela crítica. Hoje, são de grande valor para a Ufologia Mundial.

Homem sensível às coisas do bem, Uchôa escreveu Cristo para a humanidade de hoje [Horizonte, 1980]; seguido depois por, Muito além do espaço e do tempo [Thesaurus, 1983]. Com sua experiência de médium curador, escreveu Curas transcendentais. E no auge de sua sensibilidade grafou poemas, Oásis de Luz, aos 82 anos. Finalizou sua obra com Uma busca da verdade – Autobiografia [Brasília, 1991]. Uchôa foi promotor do 1º Congresso Internacional de Ufologia, realizado em Brasília, e conferencista com presença exigida nos principais congressos. Concedeu belíssima entrevista à Revista UFO. Sem dúvida, os arquivos ufológicos do Exército brasileiro estão recheados de investigações feitas pelo general e sua equipe.